segunda-feira, 16 de março de 2009

I Seminário de Sensibilização e Mobilização do Pólo Turístico do Delta das Américas, no município de Araioses, Maranhão.

Adriana Flexa (ABAV-MA), ministrando palestra.

O I Seminário de Sensibilização e Mobilização do Pólo Turístico do Delta das Américas, realizado no dia 06 de março de 2009, teve como objetivo o fortalecimento e implementação do Fórum Regional de Turismo através de discussões e a integração dos municípios. Onde, contou com a presença das principais lideranças comunitárias, prefeitos, secretários de turismo, membros de ONG’s e sociedade civil.

O momento foi dividido em palestras e oficina durante todo o dia, sendo ministradas por Catarina Pinheiro e Adriana Flexa, da ABAV-MA. As palestras e a oficina tratavam sobre o potencial turístico do Maranhão, tendo o foco o Pólo Turístico Delta do Parnaíba.


Ingrid Clark e lideranças participando da oficina.

A equipe PROCEMA, composta pelos coordenadores Georgia Aragão, Mário Neto e Jacqueline de Oliveira e a gestora Ingrid Clark, participaram efetivamente do seminário opinando e informando a todos sobre a importância do Delta do Parnaíba, bem como a relevante importância da Educação Ambiental na região para a conservação do mesmo.

Ingrid Clark, momento da oficina.

Nessa oportunidade foram feitos contatos com os membros das cidades de Araioses (Sr. Agenor), Àgua Doce (Sr. Francisco Carvalho), Tutóia (Srs. Marcos Jagatá, secretário de Turismo e Meio Ambiente e Ivanildo Nunes, da acessória de Turismo e Meio Ambiente) e Paulino Neves (Sr. Nazareno, secretário de Turismo e Meio Ambiente), onde foram marcadas atividades a serem desenvolvidas em suas regiões.
Coordenadoras Jacquelie e Georgia com Sr. Nazareno, Secretário de Meio Ambiente de Paulino Neves-MA.

Equipe PROCEMA, Sr. Agenor (Secretário de Turismo e Meio Ambiente de Araioses-MA), Sra. Francisca (SEBRAE), Luciana Trindade (Prefeita de Araioses ) e Catarina Pinheiro (ABAV- MA).

A participação nesse evento foi de suma importância para o PROCEMA, onde foi possível o contato com os novos gestores dos referidos municípios, agregando novas parcerias ao projeto.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Avistagem na base do Projeto Peixe-boi, em Cajueiro da Praia.


Nos dias 21 e 23 de janeiro, a equipe PROCEMA realizou uma atividade junto a equipe do Projeto Peixe-boi. Onde foi realizada avistagem em ponto-fixo.

Com o objetivo de, além de avistar peixe-boi, treinar as estagiárias para monitorar cetáceos, vendo que a metodologia desses monitoramentos em ponto- fixo é a mesma. Onde a equipe fica em uma base fixa no estuário por 4 horas, observando os animais, essa observação é feita por quadrantes. Quando o animal é avistado é coletado todo os dados possíveis, como comportamento, interação, população, etc, daí gerado um banco de dados.

Equipe se preparando para ir até o ponto-fixo.


Estagiária Paula Karoline, fazendo avistagem.

Monitor orientando nossa estagiária Janize.


O Projeto Peixe-boi costuma receber visitantes no ponto-fixo nas segundas, quartas e sextas-feira, das 5:30 às 10:00 horas da manhã.


Monitor do Projeto Peixe-boi, Cajueiro da Praia, PI.

Participação do PROCEMA no projeto AMBIENTE-SE, oficina Parnaíba, Cajueiro da Praia, Luís Correia.


Nos dias 06, 07 e 08 de dezembro de 2008, realizou-se palestra com o tema lixo e interação deste com cetáceos e demais animais marinhos. A palestra fazia parte de uma oficina com multiplicadores ambientais, ocorrida em virtude de parceria firmada com o projeto Ambiente-se da Emgerpi, SETUR e Governo do Estado do Piauí. A equipe PROCEMA presente estava composta por Alexandra Costa e Jacqueline de Oliveira Vieira, onde ambas realizaram palestra abordando conceitos básicos ligados ao lixo, destino do lixo, interação lixo meio ambiente e danos ocasionados aos cetáceos e demais animais marinhos quando expostos ao lixo.



Alexandra Costa, coordenadora técnica do PROCEMA, ministrando palestra.

Os multiplicadores ambientais presentes representavam a localidade do Barro Vermelho, os municípios de Luís Correia, Ilha Grande, Parnaíba, associação de Condutores Turístico, classe estudantil, grupos de jovens, Igreja Cristão Missionária, Pentecostal e Secretaria da Educação, professores, membros da colônia de pesca e representações comunitárias. Estes participaram como ouvintes das palestras ocorridas durante a tarde e da parte prática com reciclagem de garrafas PET.




Equipe do AMBIENTE-SE e Jacqueline Oliveira, coordenadora de Educação Ambiental do PROCEMA.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

DIA DE CAMPO COM O PROCEMA!

Georgia Aragão e Luciana Masullo, fazendo monitoramento de praia.


Sr. Raimundo, pescador da região.

O dia 6 de fevereiro começou com uma caminhada na praia da Pedra do Sal, em Parnaíba. Onde foram percorridos aproximadamente 35km, a pé, pela equipe composta pelos coordenadores Georgia Aragão, Mário Neto, Jacqueline Oliveira e as estagiárias Janize Silva e Luciana Masullo. Com o objetivo de monitorar a praia e buscar contato com a comunidade e pescadores da região. Nessa ocasião não foi registrado nenhum encalhe, porém foi realizada algumas entrevistas com pescadores, onde esses sempre dão informações de peso.


No período da tarde, a equipe composta por: Mário Neto, Jacqueline Oliveira e Paula Karoline, se deslocou para um dos portos de pesca de Luis Correia, com objetivo de realizar entrevistas.

Os pescadores sempre muito receptivos com a equipe responderam todos os nossos questionamentos e se dispuseram a fazer embarques para avistagens de cetáceos nos locais onde costumam vê-los.



Mário Neto e Paula Karoline, aplicando questionários.


A importância do contato com essas pessoas é de suma relevância, pois são eles que estão sempre em mar, sempre no contato com os animais, gerando uma transferência de conhecimentos entre nos.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O que deve ser feito quando os cetáceos encalham ?

Vale lembrar que os cetáceos estão sobre proteção legal no Brasil. Portanto, a primeira ação que deve ser tomada é notificar as autoridades e especialistas locais o registro do encalhe, tanto de animais vivos quanto de animais mortos.
encalhe morto
· Cetáceos mortos

1. Procure elaborar uma boa descrição do animal e das condições do encalhe

2. Se possível, tire fotografias do animal encalhado, principalmente da cabeça, nadadeiras peitorais, dorsal e caudal, além de uma vista lateral do corpo. Fotografe qualquer marca no corpo do animal, como por exemplo feridas, machucados, cicatrizes, marcas de rede de pesca e parasitas

3. Preencha a ficha em anexo, procurando incluir o maior número possível dos dados solicitados. Em caso de encalhe em massa, deve ser preenchida uma ficha para cada animal em trabalho voluntário junto aos especialistas

4. Lembre-se que todo o cuidado deve ser tomado para evitar uma possível contaminação, pois não se sabe a causa da morte do animal. Use sempre lulas (do tipo cirúrgico) e lave bem as mãos com desinfetante

5. Colabore no controle de curiosos, para evitar danos e mutilações ao corpo do animal morto, pois esse é de grande interesse para a pesquisa científica.

6. Avise aos pesquisadores e se possível, aguarde sua chegada junto ao corpo do animal.


encalhe vivo


· Cetáceos vivos

O tempo entre a descoberta do cetáceo encalhado vivo e a chegada do time responsável, pode ser utilizado por voluntários para aliviar o estresse e melhorar as chances do animal sobreviver. Todo animal encalhado vivo encontra-se estressado e necessita de socorro. O fundamental é prevenir outras injúrias e manter o animal confortável, minimizando o sofrimento.
Primeiros Socorros -

1. Contatar os especialistas o mais rápido possível e aguardar sua chegada junto ao animal. Informe-os sobre que tipo de cetáceo encontra-se encalhado - baleia, boto ou golfinho - as condições do animal e o número de animais envolvidos, para que já seja providenciado o suporte logístico necessário.

2. Se pequeno, o animal deve ser colocado em uma posição estável, com o ventre voltado para baixo e devem ser cavados buracos na areia para acomodar suas nadadeiras peitorais e caudal, de forma que esse não fique apoiado sobre suas nadadeiras peitorais

3. O animal deve ser colocado fora da zona de maré e protegido contra lacerações que podem ser infringidas por pedras ou conchas

4. Remover a areia e água acumuladas em seu orifício respiratório

5. Fazer um abrigo simples para manter o animal à sombra. Pode ser com uma lona ou uma toalha apoiada em algumas estacas

6. Manter o corpo do animal úmido. Aplique toalhas ou panos de cores claras, encharcados com água do mar sobre o corpo do animal. As toalhas ou panos devem ser claras pois cores escuras absorvem muito calor

7. Não obstrua o orifício respiratório (situado no alto da cabeça) com panos ou outros objetos

8. Aplique lanolina ou vaselina nas áreas expostas ao sol

9. Coopere no controle de ruídos e no afastamento de curiosos. Se preciso, solicite ajuda da autoridade policial

10. A noite, não permita que luzes ou flashes sejam acionados diretamente sobre os olhos do animal

Lembre-se:
Mové-lo, libertá-lo e/ou transportá-lo são tarefas que devem ser realizadas pelo pessoal especialista no assunto.
Caso trate-se de um encalhe em massa, é fundamental organizar uma equipe de voluntários. A integridade do grupo pode ser importante para a sobrevivência e libertação.
O que não fazer:
1. Nunca permanecer perto da cabeça e da nadadeira caudal
2. Não puxar o animal pela cabeça, nadadeiras peitorais e nadadeira caudal
3. Não cobrir o orifício respiratório
4. Não deixe entrar água e areia no orifício respiratório
5. Não aplicar protetores ou bloqueadores solares na pele do animal
6. Não tocar no animal mais do que seja necessário