quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O que deve ser feito quando os cetáceos encalham ?

Vale lembrar que os cetáceos estão sobre proteção legal no Brasil. Portanto, a primeira ação que deve ser tomada é notificar as autoridades e especialistas locais o registro do encalhe, tanto de animais vivos quanto de animais mortos.
encalhe morto
· Cetáceos mortos

1. Procure elaborar uma boa descrição do animal e das condições do encalhe

2. Se possível, tire fotografias do animal encalhado, principalmente da cabeça, nadadeiras peitorais, dorsal e caudal, além de uma vista lateral do corpo. Fotografe qualquer marca no corpo do animal, como por exemplo feridas, machucados, cicatrizes, marcas de rede de pesca e parasitas

3. Preencha a ficha em anexo, procurando incluir o maior número possível dos dados solicitados. Em caso de encalhe em massa, deve ser preenchida uma ficha para cada animal em trabalho voluntário junto aos especialistas

4. Lembre-se que todo o cuidado deve ser tomado para evitar uma possível contaminação, pois não se sabe a causa da morte do animal. Use sempre lulas (do tipo cirúrgico) e lave bem as mãos com desinfetante

5. Colabore no controle de curiosos, para evitar danos e mutilações ao corpo do animal morto, pois esse é de grande interesse para a pesquisa científica.

6. Avise aos pesquisadores e se possível, aguarde sua chegada junto ao corpo do animal.


encalhe vivo


· Cetáceos vivos

O tempo entre a descoberta do cetáceo encalhado vivo e a chegada do time responsável, pode ser utilizado por voluntários para aliviar o estresse e melhorar as chances do animal sobreviver. Todo animal encalhado vivo encontra-se estressado e necessita de socorro. O fundamental é prevenir outras injúrias e manter o animal confortável, minimizando o sofrimento.
Primeiros Socorros -

1. Contatar os especialistas o mais rápido possível e aguardar sua chegada junto ao animal. Informe-os sobre que tipo de cetáceo encontra-se encalhado - baleia, boto ou golfinho - as condições do animal e o número de animais envolvidos, para que já seja providenciado o suporte logístico necessário.

2. Se pequeno, o animal deve ser colocado em uma posição estável, com o ventre voltado para baixo e devem ser cavados buracos na areia para acomodar suas nadadeiras peitorais e caudal, de forma que esse não fique apoiado sobre suas nadadeiras peitorais

3. O animal deve ser colocado fora da zona de maré e protegido contra lacerações que podem ser infringidas por pedras ou conchas

4. Remover a areia e água acumuladas em seu orifício respiratório

5. Fazer um abrigo simples para manter o animal à sombra. Pode ser com uma lona ou uma toalha apoiada em algumas estacas

6. Manter o corpo do animal úmido. Aplique toalhas ou panos de cores claras, encharcados com água do mar sobre o corpo do animal. As toalhas ou panos devem ser claras pois cores escuras absorvem muito calor

7. Não obstrua o orifício respiratório (situado no alto da cabeça) com panos ou outros objetos

8. Aplique lanolina ou vaselina nas áreas expostas ao sol

9. Coopere no controle de ruídos e no afastamento de curiosos. Se preciso, solicite ajuda da autoridade policial

10. A noite, não permita que luzes ou flashes sejam acionados diretamente sobre os olhos do animal

Lembre-se:
Mové-lo, libertá-lo e/ou transportá-lo são tarefas que devem ser realizadas pelo pessoal especialista no assunto.
Caso trate-se de um encalhe em massa, é fundamental organizar uma equipe de voluntários. A integridade do grupo pode ser importante para a sobrevivência e libertação.
O que não fazer:
1. Nunca permanecer perto da cabeça e da nadadeira caudal
2. Não puxar o animal pela cabeça, nadadeiras peitorais e nadadeira caudal
3. Não cobrir o orifício respiratório
4. Não deixe entrar água e areia no orifício respiratório
5. Não aplicar protetores ou bloqueadores solares na pele do animal
6. Não tocar no animal mais do que seja necessário





domingo, 1 de fevereiro de 2009

CENTRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DA VIDA MARINHA

Acervo
PROJETO CETÁCEOS DO MARANHÃO – PROCEMA, patrocinado pelo Programa Petrobras Ambiental – Seleção Pública 2006, que tem como objetivo principal avaliar a ocorrência de mamíferos (botos, baleias e golfinhos) na região e trabalhar junto às comunidades dos municípios que fazem parte da APA Delta do Parnaíba. As atividades do PROCEMA são desenvolvidas, em três linhas distintas: Monitoramento, Extensão Pesqueira e Educação Ambiental. Os monitoramentos seguem três metodologias: monitoramento de praias, onde biólogos percorrem praias do litoral dos estados do Piauí e Maranhão visando registrar o encalhe de cetáceos vivos ou mortos; monitoramento em ponto fixo realizado em duas áreas distintas, no Piauí e no Maranhao - APA Delta do Parnaíba, já identificadas como importantes áreas de observação de pequenos cetáceos; e o monitoramento através de embarques, sempre em busca de dados relativos à observação de cetáceos em ambiente natural. Na área de extensão pesqueira são obtidas informações junto aos pescadores das comunidades através de conversas informais e aplicação de questionários. O objetivo é avaliar o projeto de pesquisa, e o conhecimento empírico dos pescadores em relação aos cetáceos. Visto a importância da educação ambiental como instrumento na mudança de paradigmas, o PROCEMA/ICEP vem realizando atividades que buscam atingir alunos de todos os níveis escolares, lideranças comunitárias, formadores de opinião e outros segmentos da sociedade. Com a intenção de incrementar os conhecimentos sobre cetáceos na região, foi criado o Centro de Educação Ambiental da Vida Marinha patrocinado pelo Programa Petrobras Ambiental/PROCEMA, localizado na Ilha do Caju/MA, composto por um acervo de esqueletos de mamíferos aquáticos encalhados em praias do Delta do Parnaíba. Este centro é o maior do Nordeste em esqueletos montados em cabos de aço suspenso, onde se pode observar o esqueleto de um cachalote (Physeter macrocephalus), uma baleia-minke-anã (Balaenoptera acutorostrata), uma baleia-de-Bryde (balaenoptera edeni) e um Boto-cinza (Sotalia guianensis). Esse espaço destinado a grupos de estudantes, pesquisadores, ecoturistas e comunidades de entorno busca a sensibilizaçao para a conservaçao marinha da regiao do Delta do Rio Parnaíba.

Acervo

Acervo

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

PROCEMA registra encalhes de Sotalia no litoral do Piauí.

O PROCEMA vem registrando um número considerável de encalhes de botos-cinza na costa do litoral do estado do Piauí, em especial na praia da Pedra do Sal. Onde a pesca com redes é intensa, Infelizmente a interação dessa espécie com atividades de pesca são comuns, sendo o aprisionamento em redes uma das possíveis causas das mortes.

A comunidade vem recebendo informações, através de palestras, sobre a incidência desses animais na região, bem como a importância de preservá-los, as leis que os protegem, as principais patologias existentes, dentre outros assuntos de grande relevância para preservação desses animais, bem como de utilidade pública.

Boto, macho, adulto, encontrado na praia do Coqueiro-PI

Biometria de um Sotalia, macho, adulto, encontrado na Pedra do Sal-PI.



"[...]É uma espécie de golfinho costeira, que habita preferencialmente baías protegidas, estuários e manguezais, onde encontra a maioria dos peixes e camarões dos quais se alimenta. Na região nordeste, o boto cinza também é observado em praias protegidas, como é o caso da Praia da Pipa, no Rio Grande do Norte e Praia de Iracema, no Ceará. Ocorre ainda em áreas costeiras mais abertas, como nas extensas praias do extremo sul da Bahia e em algumas poucas regiões associado a ambientes coralíneos, como no banco dos Abrolhos."

Distribuição geográfica do boto-cinza



segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

SALA NO PORTO DAS BARCAS DIVULGA PROJETO DURANTE MÊS DE JANEIRO.

Sala no Porto das Barcas

Espaço para as crianças


Desde a primeira semana de janeiro a equipe do PROCEMA tem divulgado os trabalhos realizados pelo projeto, bem como disponibiliza de um local para trabalhar com crianças, um cantinho de Educação Ambiental onde se tem várias formas de adquirir conhecimento de um modo interativo.


No espaço tem apresentação de vídeos relacionados aos cetáceos, paineis informativos e uma equipe pronta para tirar todas as dúvidas pertinentes, bem como informar a respeito da fauna marinha da região do Delta do Parnaíba.


Convidamos a todos para conhecerem o “nosso cantinho” , localizado no Porto das Barcas, aberto quintas e sextas- feira, das 16:30 às 20:30 horas.


Banner de trabalhos realizados, explicação para o público.

Pescaria com crianças, brincadeira realizada.
Exposição

sábado, 10 de janeiro de 2009

PROCEMA participa de palestra ministrada por consultor internacional, Jack Soifer, em Parnaíba.

Jack Soifer- palestrante

Aconteceu na última segunda-feira (05/01/09) no auditório da Associação Comercial de Parnaíba - ACP no Porto das Barcas, o encontro Encurtando Distâncias, Palestra Turismo Sustentável, com Jack Soifer. O palestrante é um dos mais importantes profissionais na área de consultoria turística do mundo, já tendo trabalhado em 295 empresas, em 11 países e publicado relevantes livros em diferentes idiomas, muito deles utilizados em referenciadas universidades dentro e fora do Brasil.

O evento foi uma iniciativa da Green Mind, empresa paulista para projetos na área de turismo sustentável e teve apoio da ADRS, AETRE, SETUR, PIEMTUR, ACP e Eco Adventure Tour.

A Green Mind promete em breve dar continuidade aos trabalhos de Soifer no Piaui, principalmente no que diz respeito a desenvolvimento sustentável, tão cruciais na consolidação de um destino turístico atualmente.


Equipe




Palestra